Nos últimos meses, chegamos a um ponto em que a inteligência artificial generativa deixou de ser uma promessa distante para virar uma realidade tangível dentro das empresas. Segundo uma pesquisa recente da McKinsey intitulada “State of AI 2024”, cerca de 65% das empresas no mundo já utilizam IA generativa regularmente, um número que praticamente dobrou em menos de um ano.
Mas aqui está o ponto crucial: apesar da popularidade, a maioria ainda não sabe como transformar essa tecnologia em lucro concreto. Apenas 5% das companhias reportam que a IA generativa já responde por mais de 10% do EBIT — o lucro operacional —, o que mostra que ainda estamos no começo da curva de valor realmente extraído da inovação.
Essa disparidade entre uso e retorno financeiro traduz um desafio prático para líderes de negócios e tecnologia: como integrar a IA de forma estratégica, para ampliar impacto e competitividade? Não basta estar na moda; é preciso que a IA tenha um propósito claro dentro da operação.
O que mudou no jogo da IA generativa?
Até pouco tempo, a adoção de IA em processos internos ficava restrita a projetos piloto ou funções automatizadas específicas. Agora, a ferramenta ganhou diversidade e robustez suficientes para impactar áreas como marketing, atendimento, design, análise de dados e até desenvolvimento de produtos.
Veja alguns exemplos práticos que líderes vêm explorando:
– Automação de criação de conteúdo: equipes de marketing usam geradores de texto e imagem para acelerar campanhas e personalizar a comunicação.
– Auxílio à decisão: ferramentas que processam grandes volumes de dados para mapear tendências de mercado e comportamento do consumidor.
– Otimização operacional: IA aplicada na cadeia de suprimentos, reduzindo erros e desperdícios.
– Inovação de produtos: geração de protótipos virtuais e simulações avançadas para acelerar lançamentos.
Desafios que não podem ser ignorados
A aceleração da adoção traz também desafios reais. Por exemplo:
- Governança e ética: como garantir que usos da IA estejam alinhados com valores e legislações?
- Segurança e vulnerabilidades: sistemas de IA podem ser alvo de ataques e manipulações que colocam em risco dados sensíveis.
- Impacto humano: mudanças no quadro de colaboradores e novas competências exigidas exigem cuidado com a gestão de pessoas.
- Sustentabilidade: o aumento do consumo energético dos data centers vem crescendo, o que reflete em maior pegada de carbono.
Essas questões estão no centro das discussões atuais, não apenas em painéis técnicos, mas nas salas de decisão dos altos comandos.
Como empresas estão reagindo
Empresas realmente comprometidas com explorar o potencial da IA estão adotando uma visão integrada. Isso inclui:
- Criação de núcleos de inovação: equipes multidisciplinares focadas em implantar IA com foco em impacto de negócio e ética.
- Investimento em treinamento: capacitação contínua para que times internos entendam e aproveitem a tecnologia.
- Parcerias estratégicas: colaboração com startups de IA e centros de pesquisa para acelerar a inovação.
- Monitoramento constante: medição dos resultados da IA não só em volume de uso, mas em indicadores financeiros e de sustentabilidade.
Reflita: onde está a sua estratégia de IA?
Olhando para o futuro, o papel da IA generativa só tende a crescer. Ela já não é uma ferramenta isolada, mas uma engrenagem central na transformação digital que redefine setores inteiros. Se sua empresa está usando IA, a pergunta é: você sabe medir e expandir de verdade seu impacto?
Se a resposta é não, talvez seja hora de repensar a abordagem e buscar uma parceria que te ajude a traduzir essa nova tecnologia em resultados palpáveis. Afinal, a revolução da IA não é mais sobre o que é possível, mas sobre o que é estratégico e sustentável.
Quer conversar sobre como implementar uma estratégia robusta de IA na sua companhia e transformar essa tecnologia em vantagem competitiva concreta? Nossa equipe na Morph está pronta para ajudar você.