Quando falamos de inteligência artificial, a empolgação é grande: 62% das empresas globais estão experimentando tecnologias de IA. Mas a verdade que poucos reconhecem abertamente é que menos de 10% dessas empresas conseguem transformar seus investimentos em IA em resultados concretos para o negócio. Um dado que deve fazer qualquer líder de inovação, tecnologia ou negócios parar para pensar.
Essa é a conclusão do estudo “Panorama da IA no Brasil 2025”, realizado pela consultoria Zappts e analisado em diversas reportagens recentes no Brasil e no mundo. O desafio vai além de implementar uma ferramenta de IA ou seguir a onda do momento. O verdadeiro obstáculo está em integrar a IA à estratégia corporativa central, de modo que ela não seja apenas um projeto-piloto ou uma iniciativa pontual, mas uma força real de transformação.
Por que isso importa tanto agora?
Apenas ter IA não é mais diferencial — é o básico para competir. Mas garantir que essa tecnologia gere valor real é o que separa líderes de seguidores. Segundo a McKinsey, a IA generativa por si só pode aumentar a produtividade global entre 15% e 40%, adicionando trilhões à economia todos os anos. No entanto, 83% das empresas já têm IA em algum setor, mas só 45% mostram impacto significativo.
Vamos refletir no cenário real das empresas:
- Investimento em tecnologia é fundamental, mas não suficiente.
- Empresas que alocam cerca de 70% dos esforços em pessoas, capacitação e mudança de cultura têm muito mais sucesso.
- A integração da IA aos processos de negócio é decisiva, evitando que se transforme em iniciativas fragmentadas e isoladas.
- No setor financeiro brasileiro, onde 50% das instituições já usam IA para análise e concessão de crédito, a expansão do uso para prevenção de fraude é estratégia chave para aumentar eficiência e proteger os sistemas.
O que está acontecendo na prática?
Resistência interna à mudança aparece como um dos maiores obstáculos. Muitas empresas enfrentam dificuldades para alinhar suas equipes à nova cultura orientada por dados e automação inteligente. Além disso, a integração das novas soluções de IA com sistemas legados gera complexidade técnica: é preciso ter expertise e planejamento para garantir compatibilidade.
Portanto, recorrer a modelos que valorizem não só a tecnologia, mas sobretudo o capital humano e os processos internos é indispensável para escalar IA com sucesso e gerar impacto sólido.
Estratégias para líderes que querem virar esse jogo:
- Enxergar a IA como elemento central da estratégia, não apenas ferramenta isolada.
- Investir pesado em capacitação, cultura e comunicação para engajar times.
- Planejar a arquitetura tecnológica para integração e uso eficiente, com suporte interno qualificado.
- Mensurar impacto real, não só quantidade de projetos ou número de ferramentas implementadas.
- Buscar parcerias estratégicas que agreguem além da tecnologia, incluindo consultoria em gestão de mudança.
O lado humano dessa transformação nos lembra que o sucesso em IA não está só em código ou algoritmos — mas no preparo das pessoas que vão rodar as operações, interpretar dados, ajustar processos e inovar.
Se sua empresa está investindo em IA e ainda não vê os resultados esperados, talvez seja hora de dar um passo atrás e refletir: qual é a integração real da IA com sua estratégia de negócio? E sua equipe está pronta para essa transformação?
O futuro da inteligência artificial nas empresas dependerá muito mais dessas respostas do que da quantidade de ferramentas instaladas.
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Fontes
- Startupi – Menos de 10% das empresas conseguem transformar IA em impacto real nos negócios
- ANBIMA – A IA cresce e aparece nos negócios
- Startupi – Inteligência artificial redefine mercado financeiro e transforma modelos de negócios
- Ialan – Futuro da Inteligência Artificial nas Empresas: 7 Tendências e Como Alavancar Resultados Agora